14 de novembro de 2019
ASPOL/PE convida policiais civis a refletirem sobre sindicato da classe: “SINPOL” ou “SINGOV”?

ASPOL/PE convida policiais civis a refletirem sobre sindicato da classe: “SINPOL” ou “SINGOV”?

A todo momento, o “SINPOL” reinventa a política do pão e circo. No lugar de pão, dá migalhas, regadas com destilados, fermentados baratos e pirotecnia! 

Esperamos, sinceramente, que o “SINPOL” assuma o compromisso de sindicato da categoria e não mais represente um “SINGOV”. 

16.12.2015

Um Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL/PE) de mais trabalho, menos festas e ligado à causa do Policial Civil sempre foi o que precisamos, mas não é o que temos. As constantes festas são extremamente contraditórias, pois as condições de trabalho continuam piorando a cada dia; a remuneração passou de ruim a insuportável; e o plano de progressão funcional, que era lenda, permanece como um conto. Com esse breve relato, é possível perceber que estamos longe do cenário ideal para a classe.

A última assembleia homologou a meta governista e o “SINPOL” é mais “SINGOV” do que nunca. A não ser que seja “SINGOV”, o “SINPOL” dos policiais civis não pode comemorar zero de reposição inflacionária, zero de reajuste do vencimento-base e pura e simplesmente vender a ilusão de que tardias passagens para subníveis seguintes são aumentos salariais.

É notório que o “SINGOV”, e não “SINPOL”, tem motivos para festa, pois a classe patronal economizou, deixando de repor a inflação, mantendo no mesmo patamar o vencimento-base do policial civil e impedindo que a migração do subnível inferior para o subnível superior fosse automática e incondicionada.

É fato também que o policial civil não teve qualquer ganho real. Não incrementou significativamente sua renda, teve revogado o auxílio localização (pago somente aos policiais do interior), e não foi beneficiado por nenhum outro tipo de auxílio, com maior valor e extensível a todos.

Quanto à desoneração da margem consignável pelos descontos em folha do valor da mensalidade do Sindicato, é fato que nada tem a ver com ampliação da capacidade de endividamento, e sim como autotutela financeira do “SINPOL”, que não deixará de arrecadar mensalidades dos associados que não tiverem mais margem de consignação.

Como vemos, a todo momento, o “SINPOL” reinventa a política do pão e circo, propondo que no lugar de pão sejam dadas migalhas, regadas com destilados, fermentados baratos e pirotecnia. A ilusão que se vendeu de um supersindicato e de seu sumo sindicalismo está sobejada de pensamentos neotrabalhistas, cuja pretensão é fomentar o modelo de centrais sindicais, através do uso e abuso de clichês grevistas e federalistas, utilizando a causa sindical como meio, mas o ideal da política-partidarista como fim.

De fato, os policiais civis precisam de melhor remuneração, de melhores condições para trabalhar e de um plano de progressão funcional estruturado e consolidado, não de representantes que pratiquem discursos demagógicos e mentirosos, advogando os sub-reptícios interesses governistas.

Esperamos, sinceramente, que o “SINPOL” assuma o compromisso de sindicato da categoria e não mais represente um “SINGOV”. Também ansiamos que a instituição trabalhe proativamente pelo policial civil e que não debande para interesses antagônicos aos interesses da categoria.

Chega de gestão pão e circo, chega de “SINPOL” que não veste a camisa da categoria, chega de “SINPOL SINGOV”!

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