13 de dezembro de 2018
GREVE POLITICAMENTE CORRETA OU MAIS UM DOS MALABARISMOS DO SINPOL?

GREVE POLITICAMENTE CORRETA OU MAIS UM DOS MALABARISMOS DO SINPOL?

O estado grevista se traduz em fim do diálogo entre as classes patronal e empregada, implicando, dizer, que se essa para, aquela sofre com o interdito, o que, em nosso caso, não é tão simples assim.
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Sem embargo desta concepção, nosso MIPC-PE analisa tecnicamente quais fundamentos poderiam justificar esse cruzamento de braços e sobre uma perspectiva inteiramente racional, prova que ele não se justifica ou pelo menos não se assenta na propaganda oficial do SINPOL.
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Com efeito, nosso órgão classista prega que sejamos o segundo maior salário de polícia do país e para isto quer a greve, esquecendo-se, todavia, que, por afrouxamento ou por pura incompetência, foi signatário do pior acordo salarial de todos os tempos; isto é: 8% para 2012; 8% para 2013 e 14% para 2014.
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Nosso sindicato fala em progressão funcional e para isto quer a greve, contudo, não revela que Cláudio Marinho, dentre os membros da comissão para promoção do servidor-policial é, inutilmente, o que concentra maior poder de decisão, engendrando paralisia de nosso PCCV, que se encontra travado e sem condições para ser implantado, como sistema de autogerenciamento.
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Nossa representação sindical fala em incremento de renda, para tanto quer greve, contudo, sem garantir ou ser indutor de quaisquer ganhos salariais reais, fala abertamente em extinguir as gratificações costumeiras e outras formas de compensações temporárias e vantagens marginais, como o PJES e outros programas.             
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Nosso beneplácito órgão classista vislumbra sermos regiamente remunerados pelo múnus da segurança pública, por isso, quer greve, acontece, que foi ele o responsável pela redução da gratificação do risco da função policial de 225% para 100% dos agentes de polícia e escrivães em detrimento daquele percentual maior dos 225% serem concedido aos delegados. 
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Nosso bravio SINPOL discursa sobre melhoria global das condições de trabalho, dessa feita, querendo greve, entretanto, foi ele quem acordou com o Governo do Estado sobre a implantação da jornada das 40 horas semanais, sem respectiva repercussão salarial.
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Nossa bem intencionada entidade classista quer usar e abusar do direito de nos representar nos dissídios gerais e ainda permanecer no uso e no vezo da estrutura do sindicato para promoção de política partidarista de cunho eleiçoeiro, logo, querendo greve, todavia, se ouriça e se sente ofendido por sofrer retaliação do Governo do Estado, que lhe retirou o apoio e vedou o uso da máquina estatal.
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Nosso perspicaz presidente quer greve, aliás, como a quis alhures e sempre a quererá demagogicamente, simplesmente por querer, acontece que a experiência demonstra que ele padece de assessoramento técnico-jurídico, quanto de estrutura, para mantença dela faticamente e incólumes no plano administrativo seus adeptos, quando compelido a pagar multa fixada pelo Judiciário e responder juridicamente pelos efeitos de um movimento declarado ilegal.               
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Por todos esses motivos nosso sindicato quer greve, de conseguinte, não sendo cabíveis nenhum deles na prática ou no discurso de seu presidente, nosso MIPC-PE se posiciona contrariamente à deflagração do estado grevista, em decorrência da falta de legitimação de seu proponente, quanto pelos erros crassos desse estado de paralisação, que serão facilmente levantados e juridicamente impugnáveis.
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A estratégia é o dissídio coletivo pautado em indicações claras e firmes, descontextualizadas de todas e quaisquer querelas político-partidárias, mas, que a atual diretoria do SINPOL se mostra incompetente e incapacitada para fazê-lo.
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A categoria não pode servir de massa de manobra, nem ser tomada por tangível ou fungível, como quer o SINPOL nesse movimento grevista.
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Se a situação degradou-se a esse extremo, que então suscite, por hombridade, o mea culpa o SINPOL, não expondo a Categoria ao desgaste.
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E quais são as reivindicações da categoria? O Sinpol se esqueceu de informar, pois não sabemos até agora os percentuais que serão pleiteados e as formas como poderão ser concedidas. Outro ponto que deveria ser mais bem esclarecida para os policiais é se o movimento é de GREVE ou OPERAÇÃO PADRÃO, pois como estampado no site do SINPOL, os servidores terão que assinar lista de presença todos os dias nas unidades de lotação, além de solicitar ordem de serviço para cumprir as diligências policiais, confundindo-se GREVE com OPERAÇÃO PADRÃO.
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Porque o INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA e o INSTITUTO DE MEDICINA LEGAL funcionarão normalmente? Não existem policiais civis lotados nesta unidade? Quantas vezes a Associação MIPC-PE foi convocada para discutir as diretrizes da GREVE? Tudo já estava encenado e acordado quando foi deflagrada a GREVE.
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A GREVE em si não será descartada pelo Movimento Independente, pois não somos contrários a esse instituto, mas como está sendo imposta e com alienação não concordamos. Nós estamos sendo usados como massa de manobra no campo da política e poucos visualizam esta possibilidade. Se for para fazer GREVE tem que ser bem feita e mostrando a sociedade porque estamos insatisfeitos, marcando passeados e panfletagens no Aeroporto, no Estádio da Copa e em outros lugares sensíveis de imprensa, mas as orientações do sindicato são frágeis e em nenhum momento como dito anteriormente tiveram a participação da nossa entidade classista e sim de diretores do próprio SINPOL que representam outras entidades. Não agiram com transparência como é de praxe, por tudo isso não concordarmos com o uso da categoria para fins escusos ou desejos pessoais.
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Por todas essas coisas nosso MIPC-PE é contrário à greve.  Vamos apoiar nossos associados que participarão da GREVE, inclusive com assessoramento jurídico, por acreditarmos no diálogo e em um Estado de Democracia, o qual nós poderemos divergir de opiniões, mas sem partir para o desespero. Nós estaremos abertos para as dúvidas e acima de tudo para o diálogo.

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