5 de agosto de 2020
SINPOL MOMESMO: A política do pão e circo

SINPOL MOMESMO: A política do pão e circo

28.02.2014

O SINPOL vai colocar seu bloco na rua. Quanto riso falso, quanta alegria inexistente. Nenhum motivo para comemorar. Quando a lágrima rola no rosto, não se faz alusão ao Arlequim da marchinha e quando se embota o nariz de palhaço é a sensação mais fiel do Policial Civil relativamente ao sindicato.

Cana Brava só se for de porre com etanol ou com tequila mexicana paraguaia ou com malte escocês batizado e colorado com tinta xadrez e tintura de iodo ou com o pior dos vinhos de derrama. Não há romance, nem poesia, não há Pierrô, não há Colombina, muito menos Arlequim. Há, sim, mascarados, piratas, vilões, enfim, um verdadeiro reinado de momo governando nossos dissídios com a Administração.

Nessa fanfarra de ocasião aparecem de caras limpas os Irmãos Metralhas sindicalistas, que despidos de suas anáguas cotidianas, e travestidos, camuflam por quatro dias serem canas duras, mas sem os encarnarem de verdade, afinal, ser cana dá trabalho, é perigoso, além de não ser pra qualquer um.

Nesse bloco de farsantes, de caras de pau e de dissimulados, bebe-se às nossas custas e se empanturram de comidas e cheiradas os algozes da Categoria, que se divertem com esse prazer vil, que encobre tanta penúria e tanto arrocho.

Verdadeiro circo falido de atrações cínicas e de platéia alienada. Nada se consegue, conquista ou se conserta com farra. Nessa fauna marinheira a bicharada corre saltitante e manda e desmanda brincando de tremzinho.

Nesse meio não há qualquer diversão graciosa ou qualquer graça, pelo contrário, se empreitam estratégias de como se manterem no comando da massa os velhos protagonistas da política do pão e circo.

Nossos representantes pregam a embriagues e o entorpecimento, a brincadeira maliciosa de gato e rato. Noutras palavras, somos a presa e eles os predadores.

Chega desse jogo de cena, porque nosso dia-a-dia é agora, é antes, é durante e é depois do carnaval, cujo evento é, contudo, alienista, não tendo qualquer conotação de alívio a filantropia de fachada de se trocar produto não perecível por camiseta da aludida troça.

Vestir essa camisa, comprada ou trocada, é comungar com essa ideia, é endossar que o Policial Civil está satisfeito com a política sindical do SINPOL, é curvar-se ao sistema de desvalorização da função policial, é integrar-se à multidão de influenciáveis e tangíveis de nossa classe.

Esse grupo, que tem pretensões claras e pensamento organizado, age e interage em favor da Administração e contra os interesses do Policial Civil, sendo que o Cana Brava é um dos muitos instrumentos utilizados por eles para robustecer e consolidar as forças que lutam contra o regaste e contra a retomada do SINPOL pela Categoria.

Não há meio termo: não sair no Cana Brava é protestar contra a política sindical da atual diretoria do SINPOL, é dizer que ela já passou da hora de ir, é pedir pra ela sair.

Fora Marinho.

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