5 de agosto de 2020
Até quando seremos massacrados pelas metas do Pacto Pela Vida?

Até quando seremos massacrados pelas metas do Pacto Pela Vida?

Onde iremos chegar com nossos salários e condições de trabalho cada vez mais defasadas? Reflitamos sobre isso! 

Vídeo enviado por servidor descreve em detalhes a rotina massacrante dos policiais civis de Pernambuco diante das metas estabelecidas pelo Pacto. Assista: http://youtu.be/i3wq9suIj8E

14.03.2014

As ações em busca dos objetivos estabelecidos pelo “Pacto Pela Vida” têm afetado cada vez mais rotina dos policiais civis de Pernambuco. Apesar da Administração Pública se orgulhar do Pacto, os servidores convivem com uma situação de trabalho desumana, sem estrutura física, material e elevada carga de trabalho. Muitos deles também trabalham desarmados, com munições vencidas, não ganham horas extras e adicional noturno, além de receberem um dos piores salários de polícia judiciária do Brasil, o que demonstra a maquiagem de um acordo voltado à escravidão e ao encarceramento.

Devido à essas metas, o número de viaturas nas unidades policiais foi restringido e as investigações de crimes que lesam diretamente o patrimônio, por exemplo, estão sendo marginalizadas. Tais ocorrências se amontoam nos arquivos das unidades policiais. Agora, o servidor deixa de investigar crimes para se ater ao preenchimento de planilhas, cujas informações são cobradas diariamente pela administração pública.

Desacreditada com o trabalho da polícia, a população não se dá o trabalho de comparecer à unidade para registro de um crime, nem mesmo quando sua autoria é conhecida. Por isso, muitas ocorrências nem chegam ao conhecimento da polícia. E quando chegam, são deixadas de lado por falta de estrutura adequada para apuração e investigação.

Estrutura física precária – A Associação dos Policiais Civis de Pernambuco (ASPOL/PE) tem denunciado há anos a precariedade da estrutura física das unidades policiais do interior de Pernambuco. Já publicamos diversas matérias relatando as problemáticas estruturas físicas das delegacias do interior do estado. Em grande parte delas, não há sanitários adequados; os carros são praticamente sucatas; o número de policiais civis é escasso, impossibilitando o atendimento à noite e aos finais de semana, por exemplo. Mesmo com as revelações, o Governo do Estado não tem demonstrado interesse em resolver o problema e, até o momento, nada foi feito em benefício das unidades.

Cotidiano de um policial civil - Elaborado por um servidor, o vídeo abaixo descreve em detalhes a rotina massacrante dos policiais civis de Pernambuco diante das metas estabelecidas pelo Pacto Pela Vida. Assista e deixe seu comentário: http://youtu.be/i3wq9suIj8E

Valorização do policial civil – Mesmo ciente de todas as dificuldades enfrentadas diariamente pelos policiais, a administração ainda não consegue enxergar a necessidade de se valorizar a classe. Desde sua fundação, a ASPOL/PE defende a bandeira pelo melhor reconhecimento da classe e, como entidade séria, ressalta aqui a importância de se perceber o servidor da Polícia Civil como um trabalhador imprescindível pela manutenção da ordem social. Tendo em vista a importância desses profissionais, o Governo de Pernambuco, ao contrário do que faz hoje, deveria prezar por oferecer a eles condições mais dignas de trabalho.

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